05 a 07 de julho de 2026 | Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
Florianópolis foi palco, entre os dias 5 e 7 de julho de 2026, do II Fórum Internacional de Universidades pela Paz, encontro que reuniu lideranças acadêmicas, autoridades, pesquisadores e representantes de instituições de diferentes países em torno de um compromisso comum: fortalecer a educação, a ciência, a inovação e o diálogo como instrumentos para a construção de uma cultura de paz.
A segunda edição do Fórum representa um novo capítulo na articulação entre pessoas, universidades e nações, ampliando o diálogo internacional e promovendo a cooperação entre instituições de ensino superior da América Latina e da Europa. O encontro reafirmou a importância das universidades como espaços de produção de conhecimento, formação cidadã e construção de soluções para os desafios contemporâneos relacionados à paz.
Uma rede internacional pela cultura de paz
O II Fórum Internacional de Universidades pela Paz contou com o envolvimento de 170 instituições de ensino superior da América Latina e da Europa, fortalecendo uma ampla rede acadêmica dedicada à cooperação internacional e à promoção da cultura de paz.
Entre as instituições participantes esteve a ACAFE – Associação Catarinense das Fundações Educacionais, representando 14 universidades catarinenses. Sua participação reforçou a presença de Santa Catarina no movimento internacional de articulação universitária pela paz e ampliou as possibilidades de cooperação entre instituições do estado e parceiros internacionais.
Mais do que reunir representantes de diferentes países, o Fórum buscou criar pontes permanentes entre universidades e comunidades, estimulando a construção conjunta de conhecimentos, projetos e iniciativas capazes de contribuir para uma cultura de paz global.
Da reflexão à ação
Um dos principais pontos destacados durante o encontro foi a compreensão de que a cultura de paz ultrapassa o campo das teorias e precisa estar presente em ações concretas desenvolvidas pelas instituições e pela sociedade.
Nesse contexto, foram abordados temas como o combate à violência de gênero, os cuidados com a saúde mental e a formação de cidadãos conscientes, ressaltando o papel da educação na construção de ambientes mais seguros, inclusivos e preparados para lidar com os desafios sociais contemporâneos.
A discussão também reforçou a necessidade de aproximar as universidades das comunidades, criando espaços de diálogo e participação capazes de transformar conhecimento em ações que contribuam efetivamente para o bem comum.
Cooperação e compromisso com o bem comum
Durante o Fórum, Francisco Javier Gorjón Gómes, diretor de Cultura para la paz da Universidade de Nuevo León, no México, e referência internacional na área de resolução de conflitos, destacou a importância do envolvimento da comunidade na construção de soluções voltadas ao bem comum.
A perspectiva apresentada reforçou um dos princípios centrais do encontro: a construção da paz depende da cooperação entre diferentes setores da sociedade e da capacidade de estabelecer diálogos que ultrapassem fronteiras institucionais e nacionais.
Novos desafios para a construção da paz
A programação também trouxe para o debate questões contemporâneas que impactam diretamente as relações sociais e institucionais. Entre elas, esteve o enfraquecimento das democracias em diferentes partes do mundo e os desafios relacionados ao avanço acelerado da inteligência artificial.
Nesse cenário, os participantes discutiram a importância de estabelecer formas responsáveis de utilização e direcionamento das novas tecnologias, considerando seu potencial para contribuir com a educação, a ciência e a cooperação, mas também a necessidade de orientar seu desenvolvimento de acordo com princípios relacionados à cultura de paz, à responsabilidade e ao bem comum.
Universidades como pontes entre pessoas e nações
Ao longo de sua segunda edição, o II Fórum Internacional de Universidades pela Paz reafirmou a universidade como um espaço estratégico para a construção de pontes entre diferentes culturas, países e perspectivas.
A presença de instituições da América Latina e da Europa demonstrou a força da cooperação acadêmica internacional como instrumento para compartilhar experiências, desenvolver soluções e fortalecer iniciativas voltadas à paz.
Ao reunir conhecimento, diálogo, inovação e compromisso social, o Fórum consolidou mais uma etapa na construção de uma rede internacional de universidades comprometidas com a cultura de paz e com a busca coletiva por respostas aos desafios que marcam o presente e o futuro das sociedades.
